quinta-feira, 26 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Asilanom


Diria que esta obra nasceu do acaso, do resto, da sobra. Ganhou essência e está aí.
Spray de tinta borrado, do papel cartão para sulfite.

Aimless way

Não compreendo o que me ocorre,
não consigo entender meus pensamentos.
O único motivo que me faz acordar é o medo do inferno,
inferno que um dia foi desejado.

A atadura vermelha esconde as mais profundas feridas.
E a cortina negra esconde as mais remotas lembranças,
as mais aterrorizantes visões.

Perdido em um laço finito,
uma novela reprisada diariamente,
um jornal que traz a mesma notícia em todas as suas edições.
E o único motivo que me faz continuar é o medo do inferno.

Minha garganta está seca,
e nem o copo da mais fresca água poderá umedecer minhas entranhas.
Nada pode embeber meu desfiladeiro.